Bitches, please!

bipolarowl:

from thebutterflymorgue

Bitches, please!

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from thebutterflymorgue

hypomanicconfessions:

Many successful people throughout history were known to be bipolar. For instance, Vincent Van Gogh, Emily Dickinson, Kurt Cobain, Ernest Hemingway and Mel Gibson, to name a few. Does Jesus Christ belong on this list as well? The truth is we’ll never know but we do have theories, so…

(Source: bipolarchick79)

Uma decisão, dois cliques, um laço desfeito em duas vidas. Dói. Você não liga para o tempo em que isso já vinha sendo um fato, formalizar machuca. Um futuro, duas horas de viagem, nada mais acontecerá. Sonhos dissolvidos como sachê em água quente, promessas quebradas desde quando foram feitas. “Such a silly thing to do! Now we’re stuck on rewind.”, diria Molko. Se até a própria vida é temporária, quem seria eu para cobrar uma permanência eterna? Isso nunca chegará ao seu conhecimento, mas tem um pedacinho que é todo e apenas seu. Deixo a realização de cada coisa que planejamos juntos para meus sonhos, por onde decide aparecer vez ou outra. E a Lispector ao fundo da minha gaveta, como o presente que eu nunca te dei, sempre será o símbolo de esperança que eu teimo em sufocar com outras coisas por cima de que, um dia, esse presente será entregue. “No mais, estou indo embora.” Zé e esse sotaque que me lembra você. Ai.

E nobre foi, ao abrir aquela pasta. De serenidade no rosto e dores perdidas pela mente, só conseguia trabalhar a dor alheia. Sorri, como o herói ferido que tem sucesso num resgate. Não caberia ali seu sofrimento, enquanto outro estava em desespero. Deixa na gaveta de medicações sua angústia e abre o primeiro prontuário. Naquele período, é o médico e não o monstro.

E a chama da vida dele era tão intensa que deixava em combustão ele e o ambiente a seu redor. Caminhando e deixando pegadas de cinza. Fogo que come fogo. O próprio fogo. O início da labareda era o fim de si mesmo. O fogo é descontrolado e não sabe por onde se espalhará. Mas tem ciência plena de que quando ele está num lugar, coisas se vão. É a beleza da (auto)destruição.

Nothing is taking me down, down, down… Except you my love. Except you.

“Você não pode quebrar um coração quebrado, garoto.” Mentia ele, com os caquinhos mal-colados de seu átrio esquerdo pulverizados. E queimava como o magma do centro da Terra. Ardia como a chama do inferno sendo labareda em carne.

Tal qual Prometeu, vem você a cada dia, com meu coração a se renovar, só para que biques novos pedaços, como aves destraçalhadoras.

“Cê tá bem?” “Estou sim.” Mentia. Mentia ao acordar. Mentia que vivia. Mentia que tudo estava bem. Mentia que acreditava em melhoria. Mentia que existia. Sua teia de mentiras escondia a amargura do seu real eu.

“Promessas? Quebram até mesmo antes de serem feitas, algumas vezes.” Disse o garoto com as palavras de bisturi. Simples deslizada, ventrículo esquerdo destruído.

O átrio direito é um buraco negro que um dia foi uma estrela que brilhava mais que o sol. Sugou todo o ventrículo direito.

E vem você, transformando em pasta o pó do meu coração e juntando tudo novamente, para mais uma vez transformar no seu material de origem.

Ashes to ashes, dust to dust!

“Everything is falling and I’m included in that.”